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Amazon exige rótulo de pessoas geradas por IA

Por Victor Conde8 min de leitura
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A Amazon avisou seus vendedores terceiros que passarão a ser obrigados a marcar, com uma metadado específica, qualquer foto ou vídeo de produto que mostre pessoas fotorrealistas criadas por inteligência artificial, antes de subir esse material para a plataforma. A exigência nasce de uma lei do estado de Nova York que trata da transparência sobre o uso de figuras humanas sintéticas em publicidade. Para o pequeno vendedor brasileiro que exporta pela Amazon ou que usa fotos com modelos gerados por IA em vez de contratar um fotógrafo, essa mudança chega como um novo requisito técnico que precisa entrar na rotina de cadastro de produtos, sob risco de penalidade prevista em lei para quem não cumprir a regra.

O que a Amazon comunicou aos vendedores

A empresa notificou a comunidade de vendedores informando que, a partir de agora, imagens e vídeos de produto que contenham pessoas fotorrealistas geradas por inteligência artificial precisam receber uma marcação de metadado antes do envio para a plataforma. A exigência cobre tanto as fotos principais do anúncio quanto o chamado A+ content, que é o conjunto de imagens e vídeos aprimorados usados para enriquecer a página do produto e melhorar a conversão de vendas. Na prática, isso significa que um vendedor que usa uma ferramenta de IA para gerar uma modelo vestindo uma roupa à venda, ou uma pessoa demonstrando o uso de um produto, precisa sinalizar essa origem sintética antes de publicar a imagem no catálogo, algo que até então não era exigido de forma explícita pela plataforma. A comunicação foi enviada diretamente para a base de vendedores terceiros, o grupo que mais recorre a ferramentas de geração de imagem por IA para reduzir custo de produção fotográfica.

A lei de Nova York que motivou a mudança

A legislação em questão trata do que chama de performer sintético, uma figura digital indistinguível de uma pessoa real usada em peças publicitárias. A lei determina que empresas revelem quando esse tipo de figura é usado no lugar de um ator ou modelo real, e prevê penalidades específicas para quem descumprir a exigência, com valores que aumentam em caso de reincidência. Embora a lei seja de um único estado americano, seu efeito prático se espalha para qualquer vendedor que anuncie na Amazon, já que a plataforma decidiu aplicar a regra de forma mais ampla, dentro do próprio sistema de cadastro de produto, em vez de restringir a exigência apenas a quem vende para consumidores daquele estado específico. Outros estados americanos e países vêm discutindo propostas parecidas sobre transparência de figuras sintéticas em publicidade, o que sugere que essa não deve ser a última lei desse tipo a influenciar diretamente como marketplaces tratam conteúdo gerado por IA envolvendo a aparência de seres humanos.

O que precisa e o que não precisa de rótulo

A exigência vale especificamente para pessoas fotorrealistas geradas por IA, ou seja, imagens que parecem retratar um ser humano real mas que na verdade não existem. Fica de fora dessa obrigação o conteúdo que usa personagens de televisão, videogame ou cinema, além de fotos e vídeos que mostram pessoas reais, mesmo que essas imagens tenham passado por algum tipo de edição ou retoque feito com inteligência artificial. Essa distinção é importante porque muitos vendedores usam IA apenas para melhorar a iluminação de uma foto real, remover o fundo ou ajustar cores, tarefas que não entram na nova exigência de rotulagem. O ponto central da regra é a criação de uma figura humana inteiramente sintética, o tipo de conteúdo que mais engana o consumidor por parecer genuíno sem ser. Vendedores que têm dúvida sobre um caso específico, como uma foto que mistura elementos reais e gerados, devem tratar a situação com cautela e aplicar a marcação quando houver qualquer chance de a imagem representar uma pessoa que não existe de fato, já que o custo de rotular a mais tende a ser bem menor do que o risco de deixar de rotular algo que deveria ter sido sinalizado.

Como aplicar a marcação de metadado nas fotos de produto

  • Identifique quais fotos e vídeos do catálogo usam pessoas totalmente geradas por IA, e não apenas fotos reais editadas
  • Separe esse material do restante das imagens do anúncio para aplicar a tag correta antes do envio
  • Utilize a opção de marcação disponível no painel de cadastro de produto da Amazon para sinalizar o conteúdo sintético
  • Revise também o A+ content, já que vídeos e gráficos ampliados da página do produto entram na mesma exigência
  • Guarde um controle interno de quais imagens do catálogo usam pessoas de IA, para facilitar futuras atualizações de anúncio

As multas previstas para quem não cumprir a exigência

A lei de Nova York prevê penalidade de mil dólares para a primeira violação e cinco mil dólares para infrações seguintes, valores que podem se acumular rapidamente para um vendedor que mantém dezenas de anúncios ativos ao mesmo tempo sem a marcação correta. Ainda não está claro se a Amazon vai aplicar suas próprias penalidades internas, como suspensão de anúncio, para vendedores que ignorarem a exigência, mas a experiência com outras regras da plataforma sugere que o não cumprimento tende a gerar, no mínimo, a remoção do anúncio até a correção. Para o pequeno vendedor brasileiro que exporta para os Estados Unidos através da Amazon, ignorar essa exigência pode significar a suspensão temporária de produtos que geram receita relevante, o que torna a adaptação rápida ao novo requisito mais importante do que parece à primeira vista.

O que isso muda para quem vende pela Amazon a partir do Brasil

Vendedores brasileiros que despacham produtos para o mercado americano pela Amazon entram automaticamente na exigência assim que o produto é listado, independentemente de onde a empresa esteja fisicamente sediada. Isso é especialmente relevante para categorias como moda, cosméticos, acessórios e produtos de beleza, onde o uso de modelos gerados por IA para mostrar como uma peça fica no corpo se popularizou como forma barata de substituir sessões de fotos profissionais. Negócios menores que não têm orçamento para contratar modelo e fotógrafo, e que passaram a depender de IA para gerar essas imagens, precisam agora somar essa etapa extra de marcação ao processo de cadastro de produto. Vale reforçar que a exigência também alcança quem usa serviços terceirizados de produção de imagem para preencher a página de produto.

Vale a pena continuar usando modelos gerados por IA nas fotos

A resposta depende do tipo de produto e do orçamento disponível. Para categorias onde a demonstração visual é decisiva, como roupas e acessórios, uma alternativa que ganha força é combinar fotos reais do produto isolado com pequenas doses de conteúdo gerado por IA apenas para contextos específicos, como mostrar uma cor alternativa que ainda não foi fotografada fisicamente. Outra opção cada vez mais popular entre pequenos vendedores é investir em uma sessão de fotos simples com um modelo real, mesmo que amador, já que isso elimina de vez a necessidade de qualquer marcação relacionada a pessoas sintéticas e ainda costuma gerar mais confiança do comprador. Para negócios que vendem produto digital ou serviço, a solução mais simples costuma ser reduzir ao máximo o uso de figuras humanas sintéticas nas fotos, focando a produção de IA em elementos como cenário, fundo e composição visual.

Boas práticas ao trabalhar com imagens de produto e IA

  • Reserve o uso de pessoas geradas por IA para situações em que uma foto real não é viável no momento
  • Sempre aplique a marcação de metadado exigida antes de publicar qualquer imagem com pessoa sintética
  • Priorize fotos reais em categorias onde a confiança do comprador depende muito da veracidade da imagem
  • Revise periodicamente o catálogo para identificar imagens antigas que ainda não receberam a marcação correta
  • Acompanhe comunicados oficiais da Amazon sobre o tema, já que a regra pode ganhar ajustes nos próximos meses

Se a novidade te interessou, o próximo passo prático está em como usar ia para vender mais e o que é prova social.

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Perguntas frequentes

A exigência vale só para quem vende para o estado de Nova York?
Não. A Amazon decidiu aplicar a regra de forma geral no cadastro de produtos, o que afeta qualquer vendedor ativo na plataforma, incluindo os que exportam do Brasil.
Fotos reais editadas com IA precisam de rótulo?
Não. A exigência é específica para pessoas fotorrealistas totalmente geradas por IA, não para fotos reais que passaram por ajustes ou retoques.
Personagens fictícios ou de desenho também precisam de marcação?
Não. A regra cobre apenas figuras humanas fotorrealistas, ficando de fora personagens de TV, jogos e cinema.
O que acontece se eu esquecer de marcar uma imagem antiga do catálogo?
O risco é a remoção do anúncio até a correção, além da possibilidade de penalidade prevista pela legislação que originou a exigência.

Conteúdo informativo do blog da InovAI. Resultados variam conforme o negócio, o volume de atendimento e a operação.