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Google unifica Local Services Ads dentro do Google Ads

Por Victor Conde9 min de leitura
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A partir de agosto de 2026, o Google começou a mover, aos poucos, as Local Services Ads — aqueles anúncios locais em que o prestador de serviço paga só quando recebe um lead válido, como uma ligação, mensagem ou agendamento — para dentro da própria plataforma do Google Ads. A mudança usa um novo formato de campanha Performance Max criado especificamente para esse tipo de anúncio, e a primeira fase já atinge um grupo de anunciantes nos Estados Unidos em setores como cuidado com pets, serviços residenciais, bem-estar e educação.

O que o Google anunciou

O Google confirmou que está migrando, em fases, as Local Services Ads para dentro do Google Ads, usando um tipo de campanha Performance Max feito sob medida para esse formato. A primeira leva de anunciantes contemplados fica nos Estados Unidos e inclui negócios de cuidado com pets, serviços residenciais — como encanamento, ar-condicionado, elétrica, conserto de eletrodomésticos, limpeza residencial, jardinagem, telhado, controle de pragas e mudanças —, além de bem-estar e educação. Não é um anúncio isolado: é uma mudança estrutural em como o Google organiza a publicidade paga voltada a quem presta serviço para a vizinhança ou para uma região específica. A expectativa é que, até o fim de 2026, mais categorias de anunciantes nos Estados Unidos entrem nessa migração, e que contas fora do país, incluindo o Brasil, comecem a ser incluídas a partir de 2027. Ou seja, o que está acontecendo agora é um piloto — mas é o piloto de algo que deve chegar por aqui.

Como o novo formato funciona na prática

Apesar de estar dentro do guarda-chuva do Performance Max, esse tipo específico de campanha continua com as mesmas características que sempre definiram as Local Services Ads. Não existe seleção de palavras-chave: o Google usa as informações já cadastradas no Perfil da Empresa (o antigo Google Meu Negócio) para decidir quando mostrar o anúncio. A veiculação continua restrita à Busca e ao Google Maps — mesmo fazendo parte do Performance Max, essas campanhas não passam a aparecer também no Display ou no YouTube, como acontece com outras campanhas desse tipo. E o modelo de cobrança segue o mesmo: o anunciante paga por lead válido, não por clique, o que reduz o risco de gastar dinheiro com gente que só olhou o anúncio e não tinha interesse real. Na migração, orçamento, configurações e criativos são transferidos automaticamente para a nova estrutura, mas os relatórios de desempenho histórico não acompanham a mudança — por isso o Google recomenda que o anunciante baixe esses dados antigos antes da conta ser migrada.

Por que o Google está fazendo essa mudança agora

A lógica por trás dessa unificação é simples de entender: o Google vem concentrando cada vez mais tipos de campanha dentro de estruturas administradas por inteligência artificial, como é o caso do Performance Max, que otimiza automaticamente onde, quando e para quem o anúncio aparece. Ter as Local Services Ads soltas, em uma plataforma separada do Google Ads, criava duplicidade de painéis, de relatórios e de processos de aprovação para o anunciante. Trazer esse formato para dentro do Google Ads simplifica a gestão de quem já anuncia ali e, ao mesmo tempo, permite ao Google aplicar os mesmos mecanismos de otimização automática que já usa em outras campanhas. Para o Google, isso também significa menos sistemas para manter e mais dados circulando dentro de uma única estrutura, o que tende a deixar a machine learning por trás dos anúncios ainda mais afinada com o tempo. É a mesma tendência que se vê em outras plataformas de publicidade: menos configuração manual, mais decisão automatizada com base em resultado.

O que muda para o pequeno negócio brasileiro

  • Ainda não muda nada na prática hoje: a migração começou só nos Estados Unidos e para um grupo pequeno de setores.
  • O modelo de pagar por lead válido, e não por clique, é o principal atrativo para quem presta serviço local e tem orçamento de marketing apertado.
  • Setores como encanamento, elétrica, ar-condicionado, limpeza, pet care, jardinagem e controle de pragas são exatamente os que devem ser priorizados quando a expansão chegar ao Brasil.
  • Ter o Perfil da Empresa no Google completo e atualizado deixa de ser só recomendável e passa a ser praticamente obrigatório, já que é dali que vem toda a informação usada pela campanha.
  • Quando a mudança chegar por aqui, negócios que já usam Local Services Ads ou pretendem começar devem esperar uma transição parecida: configurações migram sozinhas, mas histórico de desempenho, não.

Como isso se compara com o que o pequeno negócio já faz hoje

Grande parte dos pequenos negócios de serviço no Brasil ainda depende de indicação boca a boca, grupos de WhatsApp de bairro e, quando muito, de anúncios simples no Instagram ou no próprio Google Ads tradicional, onde é preciso escolher palavras-chave e pagar por clique, mesmo que a pessoa não vire cliente. O modelo que o Google está testando resolve justamente essa dor: em vez de pagar por cada clique curioso, o prestador de serviço paga quando alguém de fato liga, manda mensagem ou agenda um horário. Isso é mais parecido com contratar um corretor que só recebe comissão quando fecha negócio do que com alugar um outdoor que é visto por qualquer pessoa. Enquanto esse formato não chega oficialmente ao Brasil, vale observar que o comportamento de compra do cliente já está migrando: cada vez mais gente pesquisa no Google antes de chamar um encanador, uma diarista ou um dedetizador, e decide com base no que encontra ali — nome da empresa, avaliações, fotos e informações de contato.

Erros comuns e cuidados a ter

O primeiro erro é achar que essa notícia já exige alguma ação imediata: como a migração ainda está restrita aos Estados Unidos, não há nada para configurar agora no Brasil. O segundo cuidado é para quem já usa ou vier a usar Local Services Ads no futuro: perder o histórico de desempenho por não ter baixado os relatórios antes da migração pode dificultar decisões futuras sobre onde investir, então vale manter o hábito de exportar esses dados periodicamente, independente de qualquer aviso do Google. Outro erro comum, que já vale desde já, é negligenciar o Perfil da Empresa no Google — muitos donos de negócio preenchem uma vez e nunca mais voltam para atualizar horário, fotos, categorias de serviço ou responder avaliações. Como esse tipo de campanha depende inteiramente dessas informações, um perfil desatualizado ou incompleto compromete o resultado antes mesmo de o anúncio começar a rodar. Por fim, vale desconfiar de quem prometer acesso antecipado ou exclusivo a esse formato no Brasil antes de qualquer anúncio oficial do Google por aqui.

Passo a passo para se preparar desde já

  • Verifique se o Perfil da Empresa no Google do seu negócio está completo, com categoria certa, endereço, horário e telefone atualizados.
  • Reúna e responda as avaliações de clientes, positivas e negativas, já que elas ajudam a compor a credibilidade usada por esse tipo de anúncio.
  • Se já usa Google Ads tradicional, mantenha o hábito de exportar relatórios de desempenho regularmente, para não depender de migrações futuras.
  • Acompanhe os setores citados pelo Google como prioritários na expansão — pets, serviços residenciais, bem-estar e educação — para saber quando a novidade pode chegar ao seu ramo.
  • Considere formalizar o CNPJ e os documentos do negócio, já que programas desse tipo costumam exigir verificação de empresa para liberar o formato de pagamento por lead.

O que esperar no Brasil daqui para frente

O próprio Google já sinalizou um cronograma: mais categorias de anunciantes americanos ao longo do segundo semestre de 2026, e só depois disso, em 2027, a expansão para contas fora dos Estados Unidos. Isso quer dizer que o pequeno negócio brasileiro tem um período de espera, mas também uma janela de preparação. Historicamente, quando o Google lança um recurso de publicidade local nos Estados Unidos, a chegada ao Brasil costuma vir acompanhada de ajustes para a realidade local — formas de pagamento, verificação de empresa e categorias de serviço adaptadas ao mercado brasileiro. Enquanto isso não acontece, o caminho mais seguro é continuar investindo no que já funciona: perfil completo no Google, boas avaliações, resposta rápida a clientes e presença organizada nos canais que o cliente já usa para pesquisar antes de contratar um serviço. Vale também acompanhar de perto os anúncios oficiais do Google no Brasil sobre publicidade local, já que costumam vir acompanhados de prazos e requisitos específicos para o mercado brasileiro, diferentes dos aplicados nos Estados Unidos. Quem já organiza esses fundamentos hoje entra na fila de forma mais tranquila quando a novidade finalmente for liberada por aqui, sem precisar correr atrás de ajustes básicos na última hora.

Vale ler na sequência como conseguir mais clientes com ia e o que é lead qualificado para transformar essa tendência em ação no seu dia a dia.

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Perguntas frequentes

As Local Services Ads já mudaram no Brasil?
Ainda não. A migração anunciada pelo Google começou apenas nos Estados Unidos, com um grupo restrito de setores. A expansão para contas fora do país está prevista somente para 2027.
O que muda no jeito de pagar por esses anúncios?
Nada muda no modelo de cobrança: o anunciante continua pagando por lead válido, como uma ligação, mensagem ou agendamento, e não por clique. O que muda é a plataforma onde a campanha é gerenciada, que passa a ser o Google Ads.
Preciso fazer alguma coisa agora por causa dessa mudança?
Não há ação obrigatória imediata, já que o recurso ainda não chegou ao Brasil. Mas manter o Perfil da Empresa no Google atualizado é uma boa prática independente dessa migração, e já ajuda a preparar o negócio para quando o formato chegar por aqui.
Esse tipo de anúncio combina com qualquer tipo de negócio?
O formato foi pensado sobretudo para prestadores de serviço locais, como encanadores, eletricistas, clínicas, pet shops e empresas de limpeza ou jardinagem. Negócios que vendem produtos online ou não atendem uma região específica tendem a se beneficiar menos desse modelo.

Conteúdo informativo do blog da InovAI. Resultados variam conforme o negócio, o volume de atendimento e a operação.