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Pinterest deixa o usuário reduzir conteúdo feito por IA

Por Victor Conde9 min de leitura
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O Pinterest deu à pessoa usuária o poder de pedir menos pins gerados por inteligência artificial no feed, começando pelas categorias de beleza e arte. O recurso, chamado de GenAI interests, chega logo depois de a plataforma passar a rotular imagens "modificadas por IA". Para quem vende moda, decoração ou artesanato por ali, essa escolha do público é um recado direto sobre o limite entre agilidade e autenticidade nas fotos do próprio negócio.

O que o Pinterest mudou, exatamente

A novidade se chama GenAI interests e fica dentro das configurações de recomendação do Pinterest. Com ela, a pessoa usuária consegue indicar, categoria por categoria, que não quer mais receber pins criados por inteligência artificial naquele assunto. As primeiras áreas liberadas para esse ajuste são beleza e arte, justamente as que mais concentram imagens geradas ou alteradas por IA no dia a dia da plataforma, com plano de o Pinterest ir liberando mais categorias aos poucos. O recurso já está disponível em aparelhos Android e na versão de computador, e a chegada ao iPhone está prevista para as semanas seguintes ao lançamento. Junto com esse ajuste, o Pinterest também adicionou um botão para a pessoa decidir que os próprios pins publicados por ela não sejam usados para treinar os modelos de inteligência artificial da empresa. Isso se soma a uma prática que o Pinterest já vinha adotando antes: quando alguém clica em uma imagem para vê-la de perto, o próprio Pinterest já identifica e sinaliza quando aquele conteúdo foi "modificado por IA". Juntas, as três medidas formam um pacote de maior transparência e controle sobre a presença de conteúdo sintético dentro da rede.

Por que essa mudança importa além do próprio Pinterest

O detalhe mais revelador aqui não é apenas o botão em si, mas o motivo por trás dele: o Pinterest só cria esse tipo de controle porque uma parte relevante do público estava incomodada com a quantidade de imagens sintéticas aparecendo no feed, sobretudo em categorias muito visuais como beleza e arte. Isso mostra um movimento de cansaço do público em relação a conteúdo que parece artificial demais, mesmo em redes construídas justamente em torno de inspiração visual. Quando uma plataforma inteira, com milhões de usuários, sente a necessidade de dar esse botão de "quero ver menos disso", é sinal de que a tolerância a imagem gerada por IA sem qualquer critério está diminuindo, não aumentando. Esse tipo de sinal costuma aparecer primeiro nas redes mais visuais, como o Pinterest, e depois se espalhar para o comportamento do consumidor em outras vitrines, incluindo o site e as redes sociais de uma loja pequena, uma clínica ou um salão.

O que isso revela sobre negócios que abusam da imagem de IA

Lojas de moda, decoração, artesanato e beleza usam o Pinterest fortemente para atrair cliente, muitas vezes publicando quadros de inspiração, mockups de produto e fotos de ambiente. O fato de o próprio público estar pedindo ativamente para ver MENOS conteúdo de IA nessas categorias específicas funciona como um alerta direto para quem já substituiu boa parte das fotos reais de produto por imagens totalmente geradas por inteligência artificial. Se a pessoa que seria cliente já está incomodada o suficiente para procurar um botão de "esconder isso", o próximo passo natural é simplesmente rolar a tela e ignorar aquele pin, mesmo que o produto por trás dele seja bom. Um pequeno negócio que constrói toda a sua vitrine em cima de imagem sintética, sem nenhuma foto real do produto, do ambiente ou da equipe, corre o risco de parecer distante e pouco confiável justamente no momento em que a pessoa está decidindo se confia ou não naquela marca.

Onde a inteligência artificial ainda ajuda sem prejudicar a confiança

A lição aqui não é abandonar a inteligência artificial nas imagens do negócio, e sim usá-la como apoio de uma foto real, não como substituta completa dela. Existe uma diferença grande entre usar IA para melhorar a iluminação, remover um fundo bagunçado ou ajustar o enquadramento de uma foto que a própria loja tirou do produto, e usar IA para gerar do zero um ambiente, um rosto ou um produto que simplesmente não existem. A primeira forma economiza tempo mantendo a base real; a segunda cria uma distância entre o que é mostrado e o que o cliente de fato vai receber. Para categorias muito visuais, como moda, decoração e beleza, em que o público já demonstrou estar mais atento a esse detalhe, manter pelo menos uma parte relevante das imagens ancorada em fotos reais tende a proteger a confiança da marca no médio prazo. Essa proporção não precisa ser rígida nem eliminar totalmente o uso de recursos de IA, mas funciona como um cuidado simples para não perder a conexão com o público que já demonstrou preferir esse tipo de autenticidade nas categorias mais visuais do Pinterest.

Passo a passo para usar o Pinterest sem perder autenticidade

  • Priorize fotos reais do produto, da loja ou do ambiente como base principal dos pins, mesmo que a edição final passe por algum ajuste de inteligência artificial.
  • Reserve o uso de imagem totalmente gerada por IA para peças claramente ilustrativas, como capas de conteúdo ou ideias de decoração, e evite usá-la para mostrar o produto que será entregue de fato.
  • Revise as próprias configurações de conta no Pinterest para entender quais controles de conteúdo gerado por IA já estão disponíveis para quem publica, não só para quem consome.
  • Observe o desempenho dos pins com foto real versus pins com imagem de IA ao longo de algumas semanas, para enxergar na prática qual formato gera mais cliques e salvamentos para o próprio negócio.
  • Mantenha um padrão visual consistente entre o que aparece no Pinterest e o que o cliente encontra depois no site ou na loja física, para não gerar uma sensação de estranhamento na hora da compra.

Erros comuns que afastam o cliente nessas categorias visuais

  • Publicar apenas imagens geradas por IA e nunca mostrar o produto real fotografado, o que dificulta a comparação entre o anúncio e o que chega na casa do cliente.
  • Usar cenários ou modelos gerados por inteligência artificial que não condizem com a realidade da loja, criando uma expectativa que o atendimento presencial ou o envio não conseguem cumprir.
  • Ignorar comentários ou mensagens de clientes questionando se determinada imagem é real, em vez de esclarecer com transparência qual parte do conteúdo foi produzida com apoio de IA.
  • Depender de um único estilo de imagem gerada por IA em todos os pins, o que reduz a variedade visual e pode reforçar a sensação de conteúdo repetitivo e pouco humano.
  • Deixar de acompanhar mudanças como essa do Pinterest, perdendo a chance de ajustar a estratégia de conteúdo antes que o próprio público comece a esconder esse tipo de pin.

O que esse ajuste do Pinterest não resolve sozinho

É importante ter clareza sobre os limites dessa novidade. O botão de GenAI interests apenas reduz a quantidade de pins gerados por IA que aparecem no feed daquela pessoa específica; ele não audita, não remove e não impede que outras contas continuem publicando esse tipo de conteúdo na plataforma. O recurso também começa restrito a duas categorias, beleza e arte, e ainda depende de expansão para cobrir outros nichos relevantes para o pequeno negócio, como alimentação ou serviços. Além disso, a chegada ao iPhone só acontece nas semanas seguintes ao lançamento inicial em Android e computador, então nem todo o público terá acesso ao controle ao mesmo tempo. Por fim, o ajuste não substitui a responsabilidade de cada negócio de ser transparente com o próprio cliente sobre o que é foto real e o que é imagem gerada por inteligência artificial. Essa conversa direta com o cliente continua sendo papel de quem publica o conteúdo, não algo que uma configuração de plataforma consegue resolver sozinha em nome do negócio.

O que esperar no Brasil a partir de agora

O Pinterest tem uso relevante entre pequenos negócios brasileiros de decoração, moda, papelaria, artesanato e beleza, que utilizam a plataforma como vitrine de inspiração para atrair cliente antes mesmo de uma compra direta. Como o recurso já roda em Android e computador, é razoável esperar que contas brasileiras estejam entre as primeiras a testar esse controle, mesmo antes de qualquer anúncio específico voltado ao mercado local. Independentemente de quando o botão chegar formalmente para todo mundo, o comportamento que ele revela já vale como orientação imediata: cuidar do equilíbrio entre imagem gerada por IA e foto real tende a se tornar cada vez mais relevante para quem depende do Pinterest, ou de qualquer rede visual parecida, para conquistar cliente novo. Negócios que já cultivam esse cuidado hoje, revisando com calma o que publicam, tendem a sair na frente quando esse tipo de controle chegar de forma mais ampla por aqui.

Quem quer sair da teoria encontra o caminho em o que é prova social e como aparecer nas respostas do chatgpt, com o que fazer na sua rotina.

Se quiser pular a parte difícil

Saber da novidade é o primeiro passo; aplicar no dia a dia é o que dá resultado. A InovAI monta o agente de IA que coloca isso para rodar no seu atendimento — responde na hora, qualifica e agenda, e passa para a sua equipe só o que precisa de gente.

Perguntas frequentes

O que é o recurso GenAI interests do Pinterest?
É um controle nas configurações de recomendação do Pinterest que permite à pessoa usuária pedir menos pins gerados por inteligência artificial em categorias específicas, como beleza e arte.
Esse recurso já está disponível para todo mundo?
Ele já funciona em aparelhos Android e na versão de computador do Pinterest. A chegada ao iPhone está prevista para as semanas seguintes ao lançamento inicial do recurso.
Meu pequeno negócio deve parar de usar imagem de IA no Pinterest?
Não é necessário parar por completo, mas vale reduzir a dependência total dessas imagens e manter fotos reais do produto como base principal do conteúdo publicado.
O Pinterest impede que eu use meus próprios pins para treinar a IA da empresa?
Sim, foi adicionado um botão específico para a pessoa usuária decidir que seus pins não sejam usados no treinamento dos modelos de inteligência artificial do Pinterest.

Conteúdo informativo do blog da InovAI. Resultados variam conforme o negócio, o volume de atendimento e a operação.