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Google passa a exigir rótulo de IA em anúncios

Por Victor Conde8 min de leitura
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O Google começou a liberar, dentro do Asset Studio e de outras ferramentas de anúncios, uma opção para marcar imagens e vídeos publicitários criados ou alterados com inteligência artificial. Na prática, campanhas no Google Ads, no Display & Video 360, no Merchant Center e no Google Ads Editor passam a contar com um selo de transparência que aparece junto ao criativo. Para o pequeno empreendedor brasileiro que já usa ferramentas de IA para montar banners, fotos de produto ou vídeos curtos de divulgação, isso significa um novo cuidado a mais na hora de subir uma campanha, mas também um caminho mais claro para não correr riscos com a plataforma nem com leis de transparência que começam a se espalhar pelo mundo.

O que mudou na prática dentro do Google Ads

A novidade permite que o anunciante adicione, de forma manual, um texto ou um ícone indicando que aquele material publicitário foi gerado ou editado de forma significativa por inteligência artificial. Também existe uma configuração que ativa esse aviso automaticamente para os criativos elegíveis, o que evita que alguém esqueça de sinalizar. Quando esse rótulo está ativo, o anúncio passa a exibir um pequeno ícone de aviso em qualquer lugar da internet onde ele apareça, seja em um site parceiro, em um resultado de busca patrocinado ou em um vídeo do YouTube. O recurso está sendo disponibilizado aos poucos, então é possível que a opção ainda não esteja visível para todas as contas de anúncios no Brasil, mas a tendência é que a liberação se torne padrão em pouco tempo, acompanhando o movimento já iniciado em outras redes de anúncio. Para quem gerencia campanha sozinho, sem agência ou time de marketing, vale reservar um tempo para conferir as configurações de criativo do Google Ads nas próximas semanas e entender onde essa opção vai aparecer, já que o painel muda com frequência e nem sempre avisa o anunciante sobre novidades assim.

Por que o Google decidiu fazer isso agora

A decisão está diretamente ligada a leis de transparência que já existem ou estão em tramitação em lugares como União Europeia, Índia e o estado de Nova York, nos Estados Unidos. Essas regras exigem que conteúdo publicitário criado com inteligência artificial seja sinalizado ao consumidor, especialmente quando envolve imagens de pessoas que não existem de verdade ou situações que nunca aconteceram. Como o Google opera anúncios em praticamente todos os países, criar uma estrutura única de rotulagem facilita a adaptação a cada legislação local, em vez de montar um sistema diferente para cada mercado. O movimento também acompanha uma preocupação crescente do público com anúncios enganosos feitos com IA, um assunto que vem gerando desconfiança em campanhas de grandes marcas e que aos poucos chega também aos pequenos anunciantes que usam essas ferramentas no dia a dia.

Quem precisa prestar atenção nessa mudança

Donos de loja online, clínicas, salões de beleza, restaurantes e prestadores de serviço que usam geradores de imagem ou vídeo por IA para criar anúncios estão diretamente afetados, mesmo em campanhas pequenas com orçamento modesto. Isso vale tanto para quem usa ferramentas do próprio Google, como o Asset Studio com IA generativa, quanto para quem cria a peça em outro programa e depois sobe o arquivo pronto para rodar como anúncio. Negócios que costumam usar fotos de modelos gerados por IA no lugar de fotos reais de clientes ou funcionários, ou que criam cenários fictícios para vídeos de propaganda, são os que mais precisam se atentar à nova exigência. Já quem usa a IA apenas para tarefas de bastidor, como escrever o texto do anúncio ou organizar planilhas de campanha, não é afetado por esse tipo específico de rótulo visual.

Como colocar o rótulo em um anúncio, passo a passo

  • Acesse o Asset Studio dentro da sua conta do Google Ads e abra o criativo de imagem ou vídeo que deseja publicar
  • Verifique se o material foi criado do zero por IA ou teve uma edição significativa feita com ferramentas generativas
  • Ative a opção de rótulo de IA disponível na tela de configuração do criativo, quando ela aparecer para a sua conta
  • Escolha entre o texto explicativo e o ícone visual, dependendo do formato do anúncio que está sendo publicado
  • Revise o anúncio antes de publicar para confirmar que o aviso aparece corretamente na pré-visualização
  • Guarde um registro interno de quais peças usam IA, o que ajuda caso alguma exigência legal peça comprovação depois

O que acontece se o anúncio não for rotulado corretamente

O próprio Google já avisa que ativar a configuração de rótulo, sozinha, não garante que o anunciante esteja cumprindo a legislação do país ou estado onde o anúncio está sendo exibido. Ou seja, a ferramenta ajuda na parte técnica, mas a responsabilidade legal continua sendo do anunciante, que pode precisar de orientação jurídica em mercados com regras mais rígidas. Para quem anuncia só para o público brasileiro, o risco imediato de multa é menor, já que o país ainda não tem uma lei federal específica sobre esse tema, mas negócios que vendem para fora do Brasil, ou que têm clientes turistas e estrangeiros, precisam redobrar a atenção. Fora o aspecto legal, existe também o risco de reputação: um cliente que descobre depois que uma imagem de antes e depois era gerada por IA tende a perder confiança na marca, o que pesa mais para um negócio pequeno do que para uma grande empresa, já que a confiança costuma ser o principal ativo de quem depende do boca a boca e de avaliações online para conseguir novos clientes.

Ferramentas do Google versus ferramentas externas de IA

Um ponto que gera dúvida é a diferença entre usar a IA generativa que já vem dentro do Google Ads, como os recursos do Asset Studio, e usar um gerador de imagem ou vídeo externo, e depois subir o arquivo pronto. Quando o material é criado dentro do próprio ecossistema do Google, o rótulo pode ser aplicado automaticamente em determinados casos, sem exigir uma ação manual do anunciante. Já quando o criativo vem de fora, a responsabilidade de marcar o conteúdo como gerado por IA é sempre do anunciante, manualmente, dentro das configurações do criativo. Isso reforça a importância de guardar a origem de cada peça publicitária usada na empresa, algo simples como uma planilha com o nome do arquivo, a ferramenta usada para criá-lo e a data, para nunca esquecer de qual conteúdo precisa do aviso.

O que isso muda para o pequeno negócio brasileiro

Na prática, o pequeno empreendedor que já usa IA para criar peças publicitárias não precisa parar de usar essas ferramentas, mas passa a ter mais um item na lista de checagem antes de publicar uma campanha. Quem vende produto físico e usa fotos com modelos gerados por IA, por exemplo, ganha um motivo a mais para repensar se vale a pena investir em fotos reais com clientes de verdade, o que também costuma gerar mais confiança e conversão. Para clínicas, escritórios de advocacia e prestadores de serviço que dependem de credibilidade, a transparência sobre uso de IA pode até virar um diferencial positivo, mostrando que o negócio é honesto sobre como produz seu material de marketing. Negócios que se anteciparem a essa mudança, adotando o hábito de rotular criativos de IA antes mesmo de virar obrigação em todo lugar, tendem a levar vantagem quando a fiscalização e a cobrança do consumidor por esse tipo de aviso ficarem mais fortes nos próximos anos.

Boas práticas para usar IA em criativos sem dor de cabeça

  • Prefira misturar fotos reais do negócio com elementos criados por IA, em vez de depender só de imagens totalmente sintéticas
  • Evite gerar por IA imagens de pessoas reconhecíveis fazendo depoimentos, já que isso é o tipo de conteúdo mais visado pelas novas regras
  • Documente internamente quais peças usam IA e quais são cem por cento produzidas por fotógrafo ou equipe própria
  • Sempre que possível, ative a opção de rótulo dentro da própria plataforma de anúncios em vez de deixar para adicionar depois
  • Fique atento a atualizações do Google Ads sobre o tema, já que o recurso ainda está sendo liberado aos poucos

Se a novidade te interessou, o próximo passo prático está em como usar ia para vender mais e ia para pequenas empresas.

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Perguntas frequentes

O rótulo de IA vale só para anúncios em vídeo?
Não. A marcação se aplica tanto a imagens quanto a vídeos criados ou editados de forma significativa com inteligência artificial dentro das plataformas de anúncio do Google.
Pequenos negócios que anunciam só no Brasil precisam se preocupar?
O risco legal imediato é menor sem uma lei federal específica, mas a transparência ajuda na confiança do cliente e prepara o negócio para regras futuras.
Usar IA para escrever o texto do anúncio também exige rótulo?
Não. A exigência atual do Google está focada em imagens e vídeos, não no texto do anúncio.
Ativar o rótulo garante que estou dentro da lei?
Não necessariamente. O próprio Google recomenda buscar orientação jurídica em mercados com legislação mais rígida sobre IA em publicidade.

Conteúdo informativo do blog da InovAI. Resultados variam conforme o negócio, o volume de atendimento e a operação.